Terça-feira, Novembro 03, 2009

Oração




Pai,
irmão,
Mãe divina...
da-nos as tarefas,e a força energética conclusiva.
Guia e proteja nossos passos...
de nossas mãos a força
de nossos olhos o brilho
de nossa fala a semente de vida eterna.
e do coração a muda do amor
amor infinito.

L.SOL

LUZ GUIA






Amanheceu,
vi a luz solar percorrendo as frestas das fendas,
O Sol teve o toque delicado dos seres mágicos,
as flautas sagradas ,
cânticos de anjos de penas...
O rei despertou.

Então a fonte se fez cristalina,
e mostrou segredos profundos,
outros movimentos no mesmo percurso evoluente,
se mostraram,
claridade das águas oferecidas a sede...

A noite agitada,que escondia os temerosos gritos,
querendo puxar ao abismo a energia que abastece,
recuam, voltam a caverna, a noite eterna,
com medo de teus olhos...

tua Luz ,
dourada majestosa...

fortaleço ao te ver,
Sem medo ,sem temores,
puro riso.

Cansei é verdade,
Meu corpo da matéria frágil vacilou na fadiga do trabalho,
a espera da lâmpada dourada ,
e viestes...

Fim de pesadelo...
de almas deformes,
de traços sumidos,

Luz alivia as dores dos enfermos,
Cura as feridas,
coloca na boca a gota vital...
que percorra a cada órgão...

renovando as células,
aqueça,e acenda o coração

LSol

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Rumi, o místico do amor



802 anos de nascimento de Jalal ud-Din Rumi (1207-1273), o maior dos místicos islâmicos e extraordinário poeta do amor. Nasceu no Afeganistão, passou pelo Irã e viveu e morreu em Konia na Turquia.

Era um erudito professor de teologia, zeloso nos exercícios espirituais. Tudo mudou quando se encontrou com a figura misteriosa e fascinante do monje errante Shams de Tabriz. Como se diz na tradição sufi, foi "um encontro entre dois oceanos". Esse mestre misterioso iniciou Rumi na experiência mística do amor. Seu reconhecimento foi tão grande que lhe dedicou todo um livro com 3.230 versos o Divan de Shams de Tabriz. Divan signfica coleção de poemas.

A efusão do amor em Rumi é tão avassaladora que abraça tudo, o universo, a natureza, as pessoas e principalmente Deus. No fundo trata-se do único movimento do amor que não conhece divisões mas que enlaça todas as coisas numa unidade última e radical tão bem expressa no poema Eu sou Tu : "Tu, que conheces Jalal ud-Din (nome de Rumi). Tu, o Um em tudo, diz quem sou. Diz:eu sou Tu". Ou o outro:" De mim não resta senão um nome, tudo o resto é Ele".

Essa experiência de união amorosa foi tão inspiradora que fez Rumi produzir uma obra de 40.00 versos. Famosos são o Masnavi (poemas de cunho reflexivo-teológico), Rubai-yat (Canção de amor por Deus) e o já citado Divan de Tabriz.

Próprio da experiência místico-amorosa é a embriagués do amor que faz do místico um "louco de Deus" como eram São Francisco de Assis, Santa Tereza d’Avila, Santa Xênia da Rússia e também Rumi. Num poema do Rubai’yat diz:"hoje eu não estou ébrio, sou os milhares de ébrios da terra. Eu estou louco e amo todos os loucos, hoje".

Como expressão desta loucura divina inventou a sama a dança extática. Trata-se de dançar girando em torno de si e ao redor de um eixo que representa o sol. Cada dervixe girante, assim se chamam os dançantes, se sente como um planeta girando ao redor do sol que é Deus.

Dificilmente na história da mística universal encontramos poemas de amor com tal imediatez, sensibilidade e paixão que aqueles escritos pelo islâmico Rumi. É como uma fuga de mil motivos que vão e vêm sem cessar. Num poema de Rubai-yat canta: "Tu, único sol, vem! Sem Ti as flores murcham, vem!. Sem Ti o mundo não é senão pó e cinza. Este banquete e esta alegria, sem Ti, são totalmente vazios, vem!".

Um dos mais belos poemas, por sua densidade amorosa, me parece ser este, tirado do Rubai’yat:"O teu amor veio até meu coração e partiu feliz. Depois retornou, vestiu a veste do amor, mas mais uma vez foi embora. Timidamente lhe supliquei que ficasse comigo ao menos por alguns dias. Ele se sentou junto a mim e se esqueceu de partir".

A mística desafia a razão analítica. Ela a ultrapassa porque expressa a dimensão do espírito, aquele momento em que o ser humano se descobre a si mesmo como parte de um Todo, como projeto infinito e mistério abissal inexprimível. Bem notava o filósofo e matemático Ludwig Wittgenstein na proposição VI de seu Tractatus logico-philosophicus:"O inexeprimível se mostra, é o místico". E termina na proposição VII com esta frase lapidar:"Sobre o que não podemos falar, devemos calar". É o que fazem os místicos. Guardam o nobre silêncio ou então cantam como fez Rumi mas de um modo tal que a palavra nos conduz ao silêncio reverente.

Leonardo Boff
Teólogo

Terça-feira, Outubro 20, 2009

DIVINAS!



Repito tuas frases
como se te ouvisse ,
um sorriso terno de meus lábios
acariciam...
ouço,
teu modo de conduzi-las...
repito
e afago cada uma,
preciosas...
divinas!
Repito tuas frases,
Saudosa de ti.

L.Sol
20/10/09
19:20hs

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Amor de Sol

Moisés Gonzalez/Recriação de Klimt



Amor
o infinito silêncio
diante de todas as palavras.
se entendes,
é mais que um corpo de carne,
que nem quero te ofertar...
O que te ofereço,
é a luz perfeita
essa é tua...
é esse o corpo que é teu.
A vida que guardei pra percorrer contigo todos os caminhos,
e colher todas as flores ...
te enfeitar.
é o que conheço,
por isso esse caminho,
que percorro com prazer...
e tiro os sapatos.

LSol
13.10.09
11:42hs

Sábado, Outubro 10, 2009

Pássaro do amor.




Imagem Ghislaine Segal




Pássaro do amor.



mudo de cor ...

viro flor,

Brilhante,

incolor.

Raio de Sol,

o pássaro do amor...

Menina, mulher,

Olhar e riso,

pra te ver ,

te lembrar,

te encontrar,

Ali repousar.

Mudo de cor...

pra que me chames,

me escondo,

no verde da folha,

na pétala da rosa,

agora sou perfume.

me disfarço,

encosto,

viro sombra ...

Não é a tua.

é a minha...

eu sou cada pensamento teu.

namoro contigo,

moro,

habito...

Tua luz,

Tua Vida.

Tua casa

Teu Amor.



beijo com amor.
L.SOL

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

POEMA /RUMI



Todos podem ver a Deus

Com seu próprio coração –

Todos os que não estão mortos.

Todos podem beber

Das águas da vida

E conquistar a morte para sempre.

O véu da ignorância

Cobre a lua e o sol;

Ele até faz o amor pensar, ‘Eu não sou divino.’

Oh Shams, Luz Fulgurante de Tabriz,

Existem ainda, alguns segredos teus

Que nem eu posso contar.

Em sua luz

Eu aprendi a amar.

Em sua beleza

Aprendi a fazer poemas.

Você dança dentro do meu peito

Onde ninguém o vê

Mas às vezes, eu o vejo

E esta visão

Se transforma nesta arte.

RUMI

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

QUERO TEMPO...




QUERO TEMPO...


ESSE TEMPO IMAGINÁRIO...

QUE A TERRA INQUIETA

GIRA , GIRA,

BUSCANDO O SOL.



QUERO TEMPO...

MAIS TEMPO,

PARA FALAR DE TI,

É MUITO...

É MUITO!



ESSE TEMPO QUE PEÇO,

É PARA ESTA VIDA,

TENHO MEDO,

DE CORRER E NADA DE TI.



PERDER SEGUNDOS,

PERDER O DIA,

E DORMIR DEMAIS ...



SE PUDESSE FICARIA AQUI...

O DIA TODO,

A NOITE...

COM CADA SEGUNDO PRESO A MIM.



PRECISO DE MAIS TEMPO,

SEM TAREFAS,

SEM COMPROMISSOS,

SEM MISSÃO.



QUERO VOLTAR PRA CASA...

LÁ ESTAMOS O TEMPO INTEIRO...

QUE NÃO CONTA TEMPO...

SÓ FALA DE AMOR.



L.SOL

2/10/09

11:27HS